féretro
"O mito do irmão caçula não incomodava o músico Araken Peixoto, pois cada vez que ia aos shows de Cauby, recebia ele mesmo afagos no ego, de fãs apaixonadas por seu pistom -as mesmas que lhe renderam homenagens no enterro."
Já parou pra pensar que a morte rende ótimos filmes, livros, músicas? Rende até lindos textos jornalísticos como esse (primeiro páragrafo) de Willian Vieira, da seção de obituários da Folha de S. Paulo de hoje (21/02).
Ou esse aqui: "'O negócio dela era ganhar dinheiro para se transformar', diz a família, pasma com o fim brusco da odisséia particular de Thesca -que deixou Teresina para se travestir em São Paulo, implantou silicone em busca do corpo perfeito e morreu sem realizar seu sonho italiano.", do mesmo autor, na mesma parte do jornal de ontem (20/02).
Isso é coisa de artista! Tanto que a Companhia das Letras publicou há pouco tempo "O Livro das Vidas", com textos da seção de obituários do The New York Times. Gay Talese já tinha escrito um artigo intitulado "Sr. Má Notícia", sobre o repórter responsável pelos textos. No Brasil, a prática é pouco comum, acho que só a Folha pratica.
adendo #1 A Revista Piauí fez um perfil do obituarista da Folha na edição de fevereiro, chamado "A Logística de Fazer um Morto", é só clicar e ler. Pros preguiçosos, ele tem só 23 anos e está há pouco mais de 3 meses no cargo.
adendo #2 Não resisti e copiei mais um trecho: "Um raio caíra sobre Polaco, que morreu naquele fatídico sábado, aos 41. Quem o conhecia diria que 'morreu fazendo o que gostava'."
Já parou pra pensar que a morte rende ótimos filmes, livros, músicas? Rende até lindos textos jornalísticos como esse (primeiro páragrafo) de Willian Vieira, da seção de obituários da Folha de S. Paulo de hoje (21/02).
Ou esse aqui: "'O negócio dela era ganhar dinheiro para se transformar', diz a família, pasma com o fim brusco da odisséia particular de Thesca -que deixou Teresina para se travestir em São Paulo, implantou silicone em busca do corpo perfeito e morreu sem realizar seu sonho italiano.", do mesmo autor, na mesma parte do jornal de ontem (20/02).
Isso é coisa de artista! Tanto que a Companhia das Letras publicou há pouco tempo "O Livro das Vidas", com textos da seção de obituários do The New York Times. Gay Talese já tinha escrito um artigo intitulado "Sr. Má Notícia", sobre o repórter responsável pelos textos. No Brasil, a prática é pouco comum, acho que só a Folha pratica.
adendo #1 A Revista Piauí fez um perfil do obituarista da Folha na edição de fevereiro, chamado "A Logística de Fazer um Morto", é só clicar e ler. Pros preguiçosos, ele tem só 23 anos e está há pouco mais de 3 meses no cargo.
adendo #2 Não resisti e copiei mais um trecho: "Um raio caíra sobre Polaco, que morreu naquele fatídico sábado, aos 41. Quem o conhecia diria que 'morreu fazendo o que gostava'."

